“Tivemos uma vitória monumental, porém não decisiva”.

Assim começou Marcos Costi, locutor do estádio do Palmeiras, antes de anunciar a escalação do time que enfrentaria o River Plate pela volta da semifinal da CONMEBOL Libertadores. O ritual já tradicional anunciava uma noite dramática em tom profético. Até o apito final, essas palavras ecoaram como mantram na casa palestrina.

O Palmeiras não foi soberba, como também lembrou o profissional. Sim, “não é sobre soberba”. É sobre um time que não teve vergonha de se fechar diante de um adversário que encanta a América nos últimos anos. O Verdão não teve vergonha de chutão, de se defender e de, futebolisticamente, agir reconhecendo a superioridade de um rival que se não conquistou seu objetivo, não deixou de mostrar o que tem de melhor.

A classificação histórica de voltar a final da CONMEBOL Libertadores após 20 anos não pôde ser comemorada pelo torcedor no estádio, mas o sentimento palestrino nunca esteve longe dessa equipe que já faz história: “A nossa casa nunca estará vazia, não existe distância para o amor”. Costi agora não foi profético, mas sábio.

Com seu torcedor no coração e na ponta da chuteira, o Palmeiras vai à Final Única do Maracanã no dia 30 de janeiro de 2021. O bicampeonato está mais perto, mas o locutor da casa palestrina lembra: “Aqui não se canta vitória antes”.